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Jantar/Encontro da Irmandade Blogueira

25 de Março de 2006

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Y
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março 24, 2006


Para quem passou e/ou passa....



Olá.

Continuação de bom dia para todos.

Desculpem a ausência mas continuo à procura de papeis com
elementos antigos assim como em experiências e investigações
no Sapo que me obriga à migração deste blog para um novo
sistema do qual nada entendo.

Com 335 artigos publicados em 2 anos de existência, vagueio
entre as folhas que me dêem os elementos necessários para
proceder às suas exigências.

Tarefa difícil e complicada porque em 2 anos tanta água correu
sob as pontes e tudo levou e desfez nas revoltas ondas do tempo.

Possivelmente, este meu blog será apagado pelo servidor.
Tudo se perderá e, por este motivo, não voltarei a publicar aqui.

Já gastei muitas horas dedicadas a uma alteração que não sei se
vale a pena e, com esse meu empenho, deixei de agradecer as
amáveis palavras que me iam deixando e de visitar os amigos.

É certo que não há amor como o primeiro, mas também é verdade
que a água tudo limpa para que uma nova Natureza renasça.

Assim sendo, viva o Sorriso franco e amigo que por este espaço
passa e aquele que nele perdura até que o apaguem.

Bem hajam a todos.

Um beijinho, uma flor e o meu eterno e doce sorriso

Amita



Publicado por amitaf324 em 02:20 PM | Comentar (0)

março 12, 2006


Quando a Terra Despertar


gotica007.jpg

Serei a pedra o sal a água
Aquela palavra ausente
Serena que o mal afasta
Da calmaria das noites
A orvalhada a neblina
Deslizando em ténues brilhos
No azul-negro da cidade
Lusco-fusco que se espalha
Em traços curvas d’estrada
A solidão caminhante
Rio descendo a montanha
Saltando escolhos veloz
O laço que se estende
No abraço no instante
Da água que beija a foz
Serei a onda que grita
No interior de nós
A descoberta tardia
O Amor a Liberdade a Paz
Cobrir-me-ão amanhã
Quando a Terra despertar
Para mais um dia
De intuições benditas
E o sorriso aclarar



Publicado por amitaf324 em 03:30 AM | Comentar (13)

março 06, 2006


Chegam os Narcisos


daffodils.jpg


Meus amigos
Declaro o tema complexo.
Trabalhei em céu aberto
E algumas noites a fio.
Para que dúvidas não restem
Vos digo
Dos meus passos percorridos
Na busca do belo narciso.

Desbravei a Psicologia
Botânica, Geografia
Na Matemática m’embrulhei.
Desfolhei dicionários, revistas
Enciclopédias, jornais
Naveguei na Internet
Muitos Narcisos avistei…
Não a flor que pretendia.

Virei-me para a Mitologia.
Tanto achei de Apolo e Diónisos.
Do que formigava meus sentidos
Tudo era escasso.

De olhos vítreos cansados
Com a mente aos pedaços
Parei.

Chegam os narcisos, é certo
Mas tão serenos, tão quietos
Que só quem ouvir souber
E d’olhos despertos estiver
Percebe que na actualidade
Tantos há pelos caminhos,
Em cada pedra, luar,
Campo, deserto, no ar…

Reflectidos
No seu próprio espelho d’água

(Vermoim, poesia com tema – 4/Mar/2006)
(Imagem Getty)



Publicado por amitaf324 em 01:15 AM | Comentar (6)

fevereiro 28, 2006


Deambulações em final de Inverno


fst005028.jpg


Vagueio
Num deserto de mansas águas
Cada areia m’embarga a palavra
Pela brisa que me cala

Desejo
Sim... como desejo
Tudo aquilo que não posso
Não tenho
Em existência pacata

Invejo?
Não! Como poderia…
A vida é uma correria mecânica
Das sombras emudecidas
Pelo betão das cidades

Na pele sinto
As areias agrestes e finas
Nas mãos do vento Suão

Tento
O silêncio das árvores mansas
Onde peixes rochas aves
Descansam os estilhaços revoltos das águas
E dependuro o meu coração
Qu’entre passos embargados
Sangra máscaras
Que sinto e vejo (não)



Publicado por amitaf324 em 02:10 PM | Comentar (2)

fevereiro 25, 2006


Excertos


Lucemar deSouza.jpg
(pintura de Lucemar de Souza)

Alguns excertos de Inês Pedrosa:


"As cidades acordam aos gritos, num frenesim de emboscada.
.......

Anos de amor e paixão despejados no passeio. A pressa separou-se
dele como uma película.A cidade nervosa era agora um filme projec-
tado à sua frente, com o som distorcido. Não sentia nada.
.......

O prazer prolonga o pazer do vício. O prazer é gostar das coisas que
fazem mal. O prazer de saber que o prazer nos abandonará no pró-
ximo instante. O prazer de desejar que tudo pudesse ter sido dife-
rente - e, mesmo assim, ter já saudades do fim desta dor.
......

Não sei se há relações com futuro...A febre do futuro é a doença do
presente... ... Sem a convicção de que nos erros do passado residia
a vacina dos erros do futuro, a ciência histórica seria inútil.
......

A mais fiel das memórias era um jardim abandonado à incúria do
tempo, cheio de ervas daninhas e plantas selvagens que sufocavam
a imagem das roseiras mortas. Amantes novos canibalizariam os
rostos dos amantes perdidos; de outra forma o peso da memória
impedir-nos-ia de avançar.
......

Uma cidade é um armazém de afectos enferrujados, garrafas de
gás prontas a explodir. Ambos viviam entre a esperança e o deses-
pero de um encontro que juravam não querer. Os primeiros dias
pareceram-lhes meses, os primeiros meses semanas. Tinham
entrado na fase ascendente em que os meses deslizam como dias...
.......

Todos somos de todos e de ninguém. A cidade é uma obra anónima
e colectiva, a utopia das utopias, levada ao seu expoente de amável
pavor.
....

No território pré-histórico da madrugada, quando os aviões deixavam
de se ouvir e o ruído da cidade morria, o coração punha-se a conspirar
contra eles, contaminando-os com o antigo veneno da culpa. A meio
da noite, eles sabiam que havia traídos e traidores, e recados de uma
voz muito mais pesada do que o espírito do tempo, corroendo-lhes o
forro do corpo.
.....

A comparação era o molde do catecismo da vida contemporânea;
outrora,.....vivia-se sob uma comparação genérica, grosseira, en-
tre o Bem e o Mal, em letra maiúscula, mas não neste frenesim
comparativo constante."


(retirados do livro " Do Grande e do Pequeno Amor" desta escritora)


Um bom fim-de semana.
Fiquem bem.



Publicado por amitaf324 em 03:10 PM | Comentar (4)

fevereiro 19, 2006


Vida


Jane Yechieli.jpg
(pintura de Jane Yechieli)


É dor, esperança, alegria.
Um sentir que se amofina
ante um olhar calado.
Um mar que nos beija, encanta
e com seus passos de dança
apaga rastos de outras vidas,
esboços na areia branca.
Um acto de amor em crescendo.
O germinar de sementes
com sorrisos de dor.
Deserto onde uma flor desponta
num arco-íris de cor.
Uma voz arrastada e rouca
espalhando a sua sina.
Fragmentos de vento
na tristeza escondida
de seres que nada contam.
Uma omissão que se pinta
em solfejos musicais,
se sofrida, se faminta…
Um coração comprimido
d’um amor que não alcança
aquela mão estendida
por ternura, da criança.
Uma montanha, uma rocha
uma árvore florida.
Simplicidade, fantasia
tecidas em fios de prata.
Uma nascente, uma fonte
uma pinga espreguiçada
que a sede ao velho mata
cansado e corcuvado
de tanto cavar a vida.
Banco ou vão d’escada
em cada canto, esquina
quando o tempo adormece
pelas moitas e estradas
o arrasto do peso de dias
de teias sem luz tecidas
nos passos amorfos, dolentes
dos malabaristas da vida.

A cegueira não entendo
mas sigo serenamente
lançando amor
e sorrisos
pela Vida



Publicado por amitaf324 em 02:49 AM | Comentar (7)

fevereiro 14, 2006


Viagem


NPA_072.jpg


Recuso!
Dizes e eu acredito
Que seguir tuas palavras
Do verbo no infinito
Tece espelhos de prata

Recuso!
Interiormente murmuras
E essas palavras duras
Não as segues
Nem te encantam

Me dizes nessa distância
Se nada existe nas letras
Como podes contemplar
O mar com suas vagas
O sol qu’esconde o luar
E em doçura amena
Desenhar o poema
Na constância

Não recuses nem t’espantes
Pelo nosso caminho errante
Habita um ponto comum
De onde derivam raios
Anseios de amor e luz
Não esmorece, constante
Fruto d’essência sentida
Mui breve cheia de vida
Tu és eu e eu sou tu.

Não recuses das letras
Seus passos serenos
No caminho nos sabemos
Inteiros e nus.


(imagem Getty)



Publicado por amitaf324 em 02:08 PM | Comentar (5)

fevereiro 09, 2006


Dualidade


dv147083 Yin and Yang.jpg


Doce sol-mar quente e terno
Encobre seus fios breves
Entre palavras de fogo

Olvidos de quem não teme
Não pretende e nem segue
Em cada cantar o brilho
Das folhas os voos silentes
Na dança em que renasço

O sol em letras se sabe
Evaporando o sorriso
Em éter forma o nada
O doce abrigo a estrada
Que corre sempre consigo

Doce amor que bem quisera
Saber-me unida na espera
De cada palavra sua
Que em delongas se atrasa
E se perde pela rua
Do mar qu’em letras se abre

Cada quimera é um laço
Dois pontos um só traço
No mar-sol serena me quedo
No beijo do seu abraço
Amor tão longo tão breve



Publicado por amitaf324 em 05:15 PM | Comentar (7)

fevereiro 04, 2006


Tempo de Inverno


Marc van der Leeden.jpg
(pintura de Marc van der Leeden)


Deslizo nas horas sem tempo
Nas letras tristes recebo
Em forma d’aviso
As vagas do grito
Nessa dança penetrante
Da ave que busca o sorriso
Que se espaça
Distante

Tu sabes é tempo d’Inverno
Cobrem-se de véus os brilhos
Do branco que acontece.
No espaço não previsto
Cada floco é um reflexo
D’amor doce etéreo
Em sintonia constante

Por muito que os flocos
O vento transporte
Manténs a elegância o porte
De um silêncio sentido
Mergulhas num mar ausente
As vibrações que te chegam
Doces, d’azul plenas
São do sonho meu abrigo
Nas hora d’Inverno dolente
Que em voos sigo
Serena
Timidamente



Publicado por amitaf324 em 03:47 PM | Comentar (6)

janeiro 28, 2006


Sal de fogo


Nide.jpg
(imagem de: Nide)


Dedilho-te com dedos febris
Onde gotas de sal acontecem
Sorvo-as uma a uma lenta
Len-ta-men-te
E estico
As cordas do tempo
Nas teclas dormentes
Aromas…
Sabores mil

Desmembro os cristais
As pérolas, os traços
Não hesito
Ávida percorro os sons
Na sinfonia de fogo
Que aquece
Endoidece.
Em mergulhos loucos
Me quedo…
Dedilho
O agri-doce dos sonhos
Que permanecem nos dedos
Suaves…
Febris...



Publicado por amitaf324 em 11:15 PM | Comentar (7)

janeiro 27, 2006


Flor de laços


QySaggoK.jpg
(imagem enviada por mail)


Pelo canto
Pelo abrigo
O beijo
O abraço
Me feneço contigo
No infinito
Sereno
Dos laços
Que lentamente
Em iluminuras
Sorrisos
Traço



Publicado por amitaf324 em 02:46 PM | Comentar (1)

janeiro 22, 2006


Doce memória...


DESNUDOS04.jpg
(imagem recebida por mail, sem autor)


Seis da manhã…
Inda a lua embalava
A amena Alvorada
Onde o sol s’estendia
Adormecido
Em sussurros de paz

Despertou em águas mornas
Que em seu leito corriam
O sono abanou a hora
Da suave melancolia
Num leve espanto
Que o seu ar sereno
Constante
Não entendia.

Inocência de tempos
Distantes
Diferentes
Dor em luz de amor
Nascida por bem
Nas mãos pequeninas
Desfolhando sorrisos

Memórias são encantos
Doces ternos brilhantes
Em Parabéns vividos

(Ao meu filho pelo dia de ontem)



Publicado por amitaf324 em 01:27 PM | Comentar (11)

janeiro 07, 2006


Até breve... Até sempre...


GettyImages l.jpg


Caminho pela areia
Do deserto
Meus passos, de tão leves
Rastos não deixam…
Nem traços...
O doce canto
O vento os apaga
Obscurece

Longe… muito ao longe
Avisto um oásis
A água mater
Que ilumina e encandeia
O sol dos dias
Nas horas mortas
Do caminho sereno
Lento
Levíssimo
Que riscos não deixa
Apenas sorrisos
E rosas…


(fotografia de GettyImages)



Publicado por amitaf324 em 09:21 PM | Comentar (7)

dezembro 26, 2005


Serena canto...


skd285265sdc.jpg
(GettyImages)


Quisera cantar o poema doce
Dançar nas ondas do mar
E no brilho suave d’estrelas
Quisera em pontas ficar

Quisera pintar amores
Dos perfeitos, mais bonitos
E das cores, as mais belas
Enfeitar o meu vestido

Dissipar a branca neblina
Que esta cidade envolve
E dançar, dançar o dia
Na ternura que me move

Quisera correr os campos
Onde s’espelham as flores
Mitigar todas as dores
Em laços soltar meu canto

Se o fuso do vento passa
Em sibilantes latidos
Hoje espalho a Graça
Com fios eu bordo brilhos
E queira eu ou não queira
Serena teço sorrisos
Na voz dos voos imperfeitos
Que entoo com carinho



Publicado por amitaf324 em 02:23 PM | Comentar (18)

dezembro 19, 2005


Boas Festas



NA004261.jpg
(GettyImages)


Cristais
Pérolas de fogo
Reluzentes
Seda das flores
Carinhosas e ardentes
Em laços transformados
Iluminuras
Vitrais
A ternura dos sorrisos
Abraço constante
Nunca esquecido
Uma teia de pinturas
Transparências
Melodias doces
Luar, sol e mar
O saber despontado
Em luz e cor
São vocês todos
Meus amigos
Para quem escrevo
O profundo desejo
D’alegres Festividades
Um Novo Ano de sonhos
Realizados
Em cada amanhecer
Sereno
De Paz



Publicado por amitaf324 em 02:23 PM | Comentar (14)

dezembro 12, 2005


Sombras


Ausente de mim vagueio
Pelas palavras de nada
Que me entram em rajadas
Incongruentes
Alteradas
Em cada despertar luzente

Ruídos de posse perdidos
Na lonjura do tempo
Se não existência sentida
Absurdas são dementes
Teimosamente presentes
D’um orgulho ofendido
Cego de tudo que teve
E esvaíu em fumo
De vento

Todos os dias há máscaras
Torcidas
Diferentes
Delineadas ou espontâneas
De quem passa a vida leve
Na brisa fútil correndo…
E a voz do sorriso esmorece
Na pressão que obscurece
Cada aurora brilhante
Clara
Serenamente vivendo



Publicado por amitaf324 em 03:24 PM | Comentar (6)

dezembro 02, 2005


Laços na distância



LS009125.jpg

Por vezes sou o embalo da dança
Caminhante nas pontas das horas
Que voa em seus passos serenos

Por vezes o fogo que se ateia
Em simples letras apenas

Por vezes sou a doce calmaria
Que o amor em ternura espelha

A ausência das águas da lua
Que no meu leito se banha

Mas há uma luz que incendeia
Um sorriso que se espalha
Um voar doce constante
Que a Natureza enfeita
Laços de Fraternidade
Puros
Singelos

Na distância



Publicado por amitaf324 em 11:46 PM | Comentar (9)

novembro 25, 2005


Brincando....



dv114011.jpg
(Gettyimages)


Tão diferentes tão iguais
O traço percorro contigo
Se feneces nos meus ais
No teu enlace eu revivo

Se passeio na pradaria
No mar banhas teus pés
Quando só azul eu via
De cinza cobrias véus

Se te banha tempestade
O sol em mim tu o lês
Quando falo da verdade
Foges dela a sete pés

Se de peles te enfeitas
Eu visto tua epiderme
Se com elas te deleitas
De mim sentes o germe

Se faço um traço tu riscas
Se t’ escrevo não respondes
Mas se me mandas missivas
Em silêncio me escondes

Tu amas a poesia
Eu no poema vagueio
Na minha cama vazia
Te deitas e não te vejo

A luz que mantenho acesa
Quer de noite quer de dia
Sustem um querer sereno
De quem sabe e se sentia
A estrada o trilho imenso
Que se expande sorrindo
No baile das folhas verdes
As flores de nós no carinho
Sendo iguais são diferentes



Publicado por amitaf324 em 02:46 PM | Comentar (14)